
A rejeição da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal provocou reação imediata de parlamentares de direita do Distrito Federal, na noite desta quarta-feira (29).
A senadora Damares Alves (Republicanos) afirmou que o resultado não representa uma derrota pessoal do indicado, mas sim “de um governo incapaz na articulação política”.
O senador Izalci Lucas (PL) também comentou a decisão e classificou Messias como “office boy da Dilma”.
Na Câmara dos Deputados, a repercussão seguiu no mesmo tom. O deputado Alberto Fraga (PL) afirmou que a data marca “um dia feliz e memorável”, mencionando ainda que houve “choro no Planalto”.
Já a deputada Bia Kicis (PL) declarou que o resultado demonstra perda de governabilidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A indicação foi rejeitada por 42 votos contrários e 34 favoráveis no Senado Federal. A articulação contrária reuniu setores da oposição, liderados pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), além de resistência interna sob condução do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
O episódio entra para a história como a primeira rejeição de um indicado ao STF em 132 anos. O precedente mais próximo ocorreu em 1894, com Cândido Barata Ribeiro, cuja indicação também não foi consolidada.