
A Polícia Federal determinou a retirada da credencial de um agente de imigração dos Estados Unidos que atuava no Brasil, em uma medida de reciprocidade após a saída de um delegado brasileiro de Miami.
A decisão foi confirmada pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e implica na suspensão do acesso do agente norte-americano a instalações e sistemas da corporação no país.
Segundo a PF, a medida replica o movimento adotado pelos Estados Unidos, que solicitaram que o delegado brasileiro Marcelo Ivo de Carvalho deixasse o território norte-americano.
O delegado atuava como oficial de ligação junto a órgãos de segurança dos EUA, em uma função estratégica de cooperação internacional.
O episódio ocorre em meio ao desgaste diplomático entre os dois países após desdobramentos envolvendo o caso de Alexandre Ramagem.
Ramagem foi preso em abril nos Estados Unidos por questões migratórias e liberado dias depois, enquanto aguarda decisão sobre pedido de asilo.
A atuação de autoridades brasileiras no episódio gerou reação do governo norte-americano, que alegou tentativa de contornar procedimentos formais de extradição.
Diante disso, o Brasil adotou a retirada da credencial como resposta direta, seguindo o princípio da reciprocidade nas relações internacionais.
Apesar da medida, o diretor-geral da PF afirmou que a intenção não é expulsar o agente norte-americano do país, mas equilibrar o tratamento dado às autoridades brasileiras no exterior.
A crise expõe um ponto de tensão na cooperação entre Brasil e Estados Unidos na área de segurança e inteligência, que historicamente envolve troca de informações e atuação conjunta em investigações transnacionais.
O caso segue em desenvolvimento e deve ter novos desdobramentos no campo diplomático.