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Brasil retira credencial de agente dos EUA após saída de delegado da PF de Miami

Decisão foi confirmada pela Polícia Federal e ocorre em meio a tensão diplomática ligada ao caso Alexandre Ramagem

22/04/2026 às 15h22
Por: AMÁLIA FERNANDES Fonte: Da redação
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O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, retirou as credenciais de servidor dos EUA Foto: José Cruz/Agência Brasil
O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, retirou as credenciais de servidor dos EUA Foto: José Cruz/Agência Brasil

A Polícia Federal determinou a retirada da credencial de um agente de imigração dos Estados Unidos que atuava no Brasil, em uma medida de reciprocidade após a saída de um delegado brasileiro de Miami.

A decisão foi confirmada pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e implica na suspensão do acesso do agente norte-americano a instalações e sistemas da corporação no país.

Segundo a PF, a medida replica o movimento adotado pelos Estados Unidos, que solicitaram que o delegado brasileiro Marcelo Ivo de Carvalho deixasse o território norte-americano.

O delegado atuava como oficial de ligação junto a órgãos de segurança dos EUA, em uma função estratégica de cooperação internacional.

O episódio ocorre em meio ao desgaste diplomático entre os dois países após desdobramentos envolvendo o caso de Alexandre Ramagem.

Ramagem foi preso em abril nos Estados Unidos por questões migratórias e liberado dias depois, enquanto aguarda decisão sobre pedido de asilo.

A atuação de autoridades brasileiras no episódio gerou reação do governo norte-americano, que alegou tentativa de contornar procedimentos formais de extradição.

Diante disso, o Brasil adotou a retirada da credencial como resposta direta, seguindo o princípio da reciprocidade nas relações internacionais.

Apesar da medida, o diretor-geral da PF afirmou que a intenção não é expulsar o agente norte-americano do país, mas equilibrar o tratamento dado às autoridades brasileiras no exterior.

A crise expõe um ponto de tensão na cooperação entre Brasil e Estados Unidos na área de segurança e inteligência, que historicamente envolve troca de informações e atuação conjunta em investigações transnacionais.

O caso segue em desenvolvimento e deve ter novos desdobramentos no campo diplomático.