Sexta, 12 de Junho de 2026
17°C 24°C
Brasília, DF
Publicidade

Funcionário é preso após matar patrão com 46 facadas em oficina na Asa Norte (DF)

Delegado informou sobre investigação e motivação do crime brutal ocorrido no Setor de Oficinas

07/05/2026 às 15h34 Atualizada em 07/05/2026 às 15h45
Por: AMÁLIA FERNANDES Fonte: Da Redação
Compartilhe:
O empresário Flávio Cruz Barbosa, de 49 anos, morreu após ser atacado dentro da própria oficina mecânica
O empresário Flávio Cruz Barbosa, de 49 anos, morreu após ser atacado dentro da própria oficina mecânica

 

O empresário Flávio Cruz Barbosa, de 49 anos, morreu após ser atacado dentro da própria oficina mecânica, no Setor de Oficinas Norte (SOF), no Lago Norte, no Distrito Federal. O crime ocorreu na manhã desta quarta-feira (6).

Segundo laudo preliminar, a vítima levou 47 facadas. O suspeito é Eduardo Jesus Rodrigues, de 24 anos, que trabalhava temporariamente no local havia apenas oito dias.

De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), imagens das câmeras de segurança registraram toda a dinâmica do crime. Nas gravações, o funcionário aparece atacando Flávio inicialmente com uma joelhada na cabeça. A vítima estava sentada e, após o impacto, bateu a cabeça em uma caminhonete estacionada atrás dela.

Na sequência, o agressor passou a desferir golpes de faca, além de socos e chutes. Mesmo depois de Flávio cair no chão, as agressões continuaram. O suspeito ainda teria utilizado uma roda de carro durante o ataque.

O delegado Wellington Barros, chefe da 5ª Delegacia de Polícia, afirmou que há indícios de premeditação.

“Tudo indica que ele chegou ao local já com a intenção de matar. Agora, a investigação busca esclarecer a motivação do crime”, declarou.

Após o assassinato, Eduardo Jesus foi até um bar próximo à oficina, onde pediu água e um cigarro. Ele acabou preso em flagrante pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).

Segundo a polícia, o suspeito possui antecedentes por porte de arma branca e tráfico de drogas.

Em depoimento, Eduardo apresentou versões contraditórias sobre o crime. Ele alegou ter sofrido ameaças, zombarias e citou supostas situações envolvendo estupro coletivo e máfias. A motivação segue sendo investigada.

Familiares de Flávio lamentaram a morte do empresário. A sobrinha da vítima, Caroline Leslye, afirmou que ele era “um paizão, muito presente”.