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Caso do dentista morto com facada em Sorriso (MT) tem versão do investigado derrubada por provas

Delegado Bruno França afirma que não houve legítima defesa e aponta ataque com vítima imobilizada

05/05/2026 às 17h40 Atualizada em 05/05/2026 às 18h44
Por: AMÁLIA FERNANDES Fonte: Da redação
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Caso do dentista morto com facada em Sorriso (MT) tem versão do investigado derrubada por provas


A investigação sobre a morte do dentista Dyonisio Carlito Antoniello, de 43 anos, ocorrida na madrugada do dia 1º, em Sorriso (MT), ganhou novos desdobramentos após declarações do delegado Bruno França. Segundo a Polícia Civil, a versão apresentada por José Valdson Silva Rocha, conhecido como “Fernando Cabeleireiro”, não bate com os elementos reunidos durante a investigação.

De acordo com o delegado, José Valdson alegou ter agido em legítima defesa durante a confusão. No entanto, os laudos periciais apontaram que quem apresentava ferimentos graves era a própria vítima. Entre as lesões identificadas em Dyonisio estão afundamento ósseo no rosto, fratura no nariz e diversos sinais de agressão física anteriores ao golpe de faca.

Segundo Bruno França, foi justamente a gravidade dos ferimentos encontrados no dentista que levantou suspeitas sobre a dinâmica apresentada e motivou um aprofundamento das investigações. A partir disso, depoimentos de testemunhas e provas técnicas passaram a contradizer a versão inicial apresentada por José Valdson.

A Polícia Civil apura que Dyonisio teria sido agredido fisicamente antes de ser atingido com a facada fatal. Conforme relatos reunidos pela investigação, a vítima já estaria imobilizada quando sofreu o golpe que causou a morte.

Outro ponto destacado pelo delegado é que a investigação descobriu a presença de outras pessoas dentro da residência no momento da confusão, informação que inicialmente não havia sido relatada à polícia. Segundo Bruno França, essas pessoas podem ser fundamentais para esclarecer a dinâmica do crime e confirmar o que aconteceu antes da facada. A Polícia Civil trabalha agora para identificar e ouvir oficialmente todos que estavam no local.

O delegado também afirmou que José Valdson utilizava o nome “Fernando”, mas foi identificado oficialmente durante as investigações. Ainda segundo a Polícia Civil, ele possui antecedente criminal relacionado a um assalto a banco registrado em 2004.

As investigações continuam e novas oitivas devem ser realizadas nos próximos dias e a polícia procura uma testemunha que ainda não se apresentou para dar sua versão do crime.