
Um sargento do Exército Brasileiro foi preso após atropelar uma jovem de 20 anos no Riacho Fundo I, no Distrito Federal. A vítima, cuja identidade não foi oficialmente divulgada pelas autoridades, foi atingida na madrugada de 25 de abril. O caso é tratado pela Polícia Civil como tentativa de homicídio doloso, quando há intenção de matar, e ganhou novos desdobramentos nos últimos dias.
O militar, identificado como Guilherme da Silva Oliveira, se apresentou à polícia dois dias após o crime e teve a prisão preventiva decretada pela Justiça do DF.
De acordo com as investigações, a vítima atravessava a faixa de pedestres quando foi atingida por um carro conduzido pelo sargento. Testemunhas e imagens de câmeras de segurança indicam que o veículo estava em alta velocidade e em marcha à ré no momento do impacto. Após atingir a jovem, o motorista passou por cima dela e ainda a arrastou pela via antes de fugir sem prestar socorro. A Polícia Civil aponta que havia outras pessoas no carro e que o grupo deixou o local logo após o atropelamento.
Em depoimento, o militar alegou que o atropelamento não foi intencional e afirmou ter se surpreendido com a presença da vítima na pista. Ele também justificou a fuga dizendo que entrou em pânico e temia ser agredido por pessoas que estavam próximas ao local. Apesar da versão apresentada, a linha de investigação segue em sentido contrário.
Para os investigadores, o conjunto de evidências reforça a hipótese de ação deliberada. A condução em alta velocidade, o uso de marcha à ré, o fato de o carro ter passado por cima da vítima e a fuga sem qualquer tentativa de socorro sustentam o enquadramento como tentativa de homicídio.
A jovem sofreu múltiplas fraturas, incluindo lesões na bacia e no rosto, e permanece internada em estado grave.
Entenda o caso
A motivação do crime ainda não foi oficialmente fechada pela investigação, mas há um contexto já mapeado. O sargento Guilherme da Silva Oliveira e a vítima estavam no mesmo local antes do atropelamento, em uma distribuidora de bebidas na região. Testemunhas relataram que um homem teria mexido com a jovem momentos antes, embora ela não se recorde da situação.
A Polícia Civil chegou a analisar a hipótese de importunação sexual como possível gatilho inicial, mas essa linha foi descartada após os depoimentos. O que permanece é a suspeita de algum tipo de interação ou tensão prévia, ainda sem confirmação direta.
Mesmo sem um motivo declarado, os investigadores consideram que a ação foi intencional. A dinâmica do crime reforça a tese de tentativa de homicídio. O caso é conduzido pela 29ª Delegacia de Polícia, no Riacho Fundo, e o sargento segue preso enquanto o processo avança na Justiça.