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Polícia bloqueia R$ 10 milhões e mira família de influenciadores do “jogo do tigrinho” em MT

Influencers e empresário são apontados como núcleo de esquema que usava redes sociais para atrair vítimas e lavar dinheiro com apostas ilegais

23/04/2026 às 08h58
Por: AMÁLIA FERNANDES Fonte: Da redação
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Olhar Direto
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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou a Operação Aposta Perdida mirando uma família de influenciadores digitais suspeita de comandar um esquema estruturado de divulgação do “jogo do tigrinho”. A ofensiva cumpriu 34 ordens judiciais e resultou no bloqueio de até R$ 10 milhões em bens e contas dos investigados.

Entre os principais alvos estão a influenciadora Jéssica Orben Vasconcelos Magalhães e o empresário Wilton Vagner Vasconcelos Magalhães, apontados como peças centrais da operação. Também integram o núcleo familiar investigado a influenciadora Lili Vasconcelos, irmã de Jéssica, e o empresário Erison Coutinho, ampliando a estrutura do grupo.

Segundo a Polícia Civil, o esquema funcionava de forma organizada dentro da própria família. Wilton atuava na gestão financeira e na ocultação dos valores, enquanto as influenciadoras tinham papel estratégico na linha de frente, usando redes sociais para promover plataformas ilegais, atrair seguidores e sustentar o fluxo de novos apostadores.

A estratégia digital incluía postagens com ostentação, promessas de lucro fácil e vídeos simulando ganhos elevados para convencer o público a apostar. O modelo também utilizava links diretos para acesso aos jogos, ampliando o alcance e a conversão.

As investigações apontam que o dinheiro obtido era movimentado por meio de empresas ligadas à família, transferências fracionadas e aquisição de bens de alto padrão, como imóveis e veículos de luxo, numa tentativa de dar aparência de legalidade aos recursos, o que indica prática de lavagem de dinheiro.

Além disso, a estrutura apresentava características de pirâmide financeira, já que os ganhos dependiam da entrada constante de novos usuários nas plataformas ilegais.

Os mandados foram cumpridos em Cuiabá, Várzea Grande e também em Itapema, em Santa Catarina, atingindo pessoas físicas e empresas ligadas ao esquema.

A operação segue em andamento e não descarta novos desdobramentos, ampliando o cerco contra influenciadores que utilizam a própria audiência para impulsionar atividades ilegais.